quinta-feira, 26 de julho de 2012

A loucura entre nós


   A tristeza apertou seu coração fragilizado, parecia que iria se partir em mil pedaços, seu conteúdo escorria como promessas desfeitas, para os lugares vazios que seu amor costumava preencher. Como poderia ela saber, se aquele amor, diferente de matéria ou energia, era abundante no universo?
   Um germe que cresce do nada, que não pode ser erradicado, nem mesmo dos corações mais perturbados... Se ela soubesse disso, e quem diria que ela iria acreditar? 
   A mesma não permaneceria até tal hora em sua sepultura, para que não precisasse aprender a segunda verdade antes da primeira; Que sentir amor era carregar um vaso, que pode se perder ou ser roubado; Até tornar-se ódio, como o dia se torna noite, como a vida se transforma em morte.


Leandro Romano

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